1/19/2010


Este fim de semana assisti um otimo filme do genial Fabio Barreto, "A Paixão de Jacobina" a historia se passa por volta 1871, na cidade de São Leopoldo, uma colônia de imigrantes alemães luta para sobreviver em uma região marcada pelos efeitos da Guerra do Paraguai. É lá que vive Jacobina Mentz (Letícia Spiller), líder de uma seita religiosa dissidente do protestantismo que é conhecida como "os Mucker". Jacobina tem visóes e recebe mensagens que acredita serem de Jesus Cristo, passando então a cuidar dos pobres e desválidos. Com o passar do tempo a comunidade de seguidores dos Mucker aumenta cada vez mais, fazendo com que os líderes da sociedade local passem a discutir meios de anular o poder cada vez maior que Jacobina possui sobre a população.Guardadas as analises religiosas ou teologicas o filme é muito bom, publico aqui no blog a historia dos Muckers vale a pena assistir.




Os Muckers - Um episódio de fanatismo religioso


O que acontece quando fanatismo religioso e intolerância governamental se defrontam? O resultado foi mostrado, não há muito tempo, em um seriado de televisão sobre a Guerra de Canudos: ignorantes e com menos poder, os fanáticos normalmente são dizimados. Essa costuma ser a regra, repetida inúmeras vezes ao longo da história humana. E isso foi, também, o que aconteceu no episódio dos Muckers, um capítulo triste da história gaúcha.Os muckers eram uma pequena comunidade de fanáticos religiosos que se formou no então município de São Leopoldo — atualmente no de Sapiranga — na localidade situada ao pé do morro Ferrabrás. Como todo o município de São Leopoldo, aquela era uma área ocupada por imigrantes alemães católicos e protestantes, que haviam chegado ao Rio Grande do Sul a partir de 1824.Esse grupo de fanáticos era liderado por Jacobina Mentz Maurer — que se julgava uma reencarnação de Cristo e que prometia construir a "cidade de Deus" para seus discípulos. Jacobina, desde criança, passava por "transes" e, quando nesse estado, diagnosticava doenças.Em 1866, se casou com João Maurer, e sua fama começou a crescer. Um grupo de adeptos cada vez maior se reunia na casa do casal nos finais de semana. O movimento foi crescendo, Jacobina foi proclamada "Cristo" e chegou a escolher seus apóstolos.Os seguidores de Jacobina seguiam regras rígidas. Não bebiam, não fumavam, e não iam a festas. Isso provocava uma certa resistência por parte dos demais colonos alemães - resistência que se tornou maior quando os seus seguidores passaram a tirar as crianças das escolas comunitárias.Muckers x SpottersEssa antipatia entre os colonos "normais" e os seguidores de Jacobina fica bem expressa nos apelidos que respectivamente se deram: Mucker - falso religioso, santarrão - era a maneira como eram chamados os "fiéis" da novo "Cristo". E Spotter - debochadores - era como os seguidores de Jacobina chamavam seus adversários.O clima de hostilidade entre os dois grupos foi se tornando cada vez mais intenso, até que o chefe da polícia local resolveu prender Jacobina e seu marido. O presidente da então Província do Rio Grande do Sul, entretanto, achou que houve precipitação - e determinou que fossem soltos. Com isso, ganharam força os fanáticos, que se convenceram, de vez, que Jacobina era mesmo o "Cristo". E os demais colonos acirraram seus ânimos contra os Muckers, atribuindo a eles qualquer coisa que acontecesse de ruim ou errado.Como violência só gera violência, o clima ficava cada vez pior. Os muckers passaram a atacar seus inimigos - a casa de um ex-mucker, Martinho Kassel, foi incendiada, causando a morte de sua mulher e de seus filhos. Logo depois, incendiaram a casa de um comerciante, Carlos Brenner, matando as suas crianças. E também atacaram mais duas lojas e duas casas, chegando a executar um tio do marido de Jacobina, que não queria fazer parte da seita.Ataque militarApós esses e outros episódios violentos, houve nova intervenção policial em 28 de junho de 1874, quando 100 soldados cercaram o reduto dos muckers. Mas a luta foi um vexame: com soldados mal treinados e sem nenhuma estratégia, o comandante do grupo, coronel Genuíno Sampaio, viu seu grupo sofrer 39 baixas, enquanto os muckers tiveram apenas 6 baixas. O confronto, mais uma vez, serviu apenas para fortalecer os muckers, pois confirmava uma das "profecias" de Jacobina, que dizia que quem acreditasse nela não morreria.Menos de um mês depois, em 18 de julho, houve um segundo ataque, comandado pelo mesmo coronel. Dessa vez, a casa foi incendiada, mas os muckers que lá se encotravam não se entregaram - preferiram morrer, pois acreditavam nas palavras de Jacobina, que havia lhes dito que iriam ressuscitar. Foram 16 os muckers mortos - mas Jacobina conseguiu escapar, acompanhada de alguns de seus seguidores. E, durante a noite, um dos muckers, provavelmente escondido no morro Ferrabrás, atingiu o coronel, que morreu no dia seguinte devido a uma hemorragia.Novo ataque aconteceu no dia 21 de junho, sem resultados - depois de duas horas de confronto, os soldados se retiraram. A vitória só foi possível no dia 2 de agosto, quando, conduzidos por Carlos Luppa, um mucker que havia decidido se entregar e trair seus companheiros, os soldados puderam chegar até o reduto do morro Ferrabrás. Dessa vez, Jacobina e os 16 seguidores que a acompanhavam foram mortos.Os muckers sobreviventes tiveram que enfrentar duros momentos. Durante oito anos, foram conduzidos de prisão em prisão, sem serem julgados. Finalmente, foram perdoados e soltos, mas tiveram que agüentar a perseguição dos colonos alemães até o final de suas vidas.

1/08/2010

Enchentes: Carta aberta ao governador


PREZADO GOVERNADOR, permita-me dirigir-lhe diretamente algumas palavras, com a franqueza necessária para que essas palavras tenham a chance de ser úteis ao senhor e à sociedade.
A atual estratégia de combate e às enchentes de seu governo, que é a mesma dos anteriores, está totalmente equivocada.
Não levando em conta as causas reais das enchentes, essa estratégia elege como suas prioridades os vultosos gastos na ampliação e canalização das calhas de nossos principais rios e na instalação de piscinões (apresentados ao senhor como a nova panaceia para o fim das enchentes). Quanto à ampliação das calhas de nossos principais rios, tudo certo, realmente é medida indispensável.
Já os piscinões… Um erro crasso.
Pelo mal urbanístico, sanitário e ambiental que causam à cidade, deveriam ser considerados a última das últimas alternativas a serem pensadas.
Governador, o senhor está refém de uma lógica técnica perversa e errada (queira Deus que não mal-intencionada). É preciso romper radicalmente com essa chantagem tecnológica.
A equação básica das enchentes da região metropolitana de São Paulo pode ser assim expressa: “Volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, sendo escoados para drenagens naturais e construídas progressivamente incapazes de lhes dar vazão, tendo como palco uma região geológica já naturalmente caracterizada pela dificuldade em dar bom e rápido escoamento às águas superficiais”.
Nesse contexto, governador, o combate às enchentes na região metropolitana de São Paulo deve, para garantir resultados confiáveis, atacar indispensavelmente estas cinco frentes técnicas, de forma combinada e concomitante:
- ampliação das calhas de nossos principais rios;- permanente desassoreamento de todos os rios, córregos e drenagens construídas;- eliminação de pontos de estrangulamento representados por pontes, galerias e sistemas de drenagem antigos que já não suportam mais as vazões a que são submetidos;- recuperação da capacidade de infiltração e retenção de águas pluviais em toda a área urbanizada, por meio, por exemplo, de calçadas, valetas e pátios drenantes, reservatórios domésticos e empresariais para reservação de águas de chuva, intensa disseminação de bosques florestados, plantio intensivo de árvores etc.- redução máxima do assoreamento das drenagens naturais e construídas por meio do rigoroso e extensivo combate à erosão do solo nas frentes de expansão metropolitana, assim como ao lançamento irregular de lixo urbano e entulho de construção civil.
A respeito especificamente dessas duas últimas frentes técnicas, o combate à impermeabilização e à erosão, de primordial importância para a redução das enchentes, incompreensivelmente (ou compreensivelmente?) as administrações públicas estadual e municipais da região não estão fazendo absolutamente nada.
Aí estão a origem e a explicação dos insucessos quanto aos objetivos desejados na redução das enchentes.
Governador José Serra, não se permita iludir de que o sucesso no combate às enchentes resultará de grandes investimentos em grandes e custosas obras concentradas.
É necessário que as obras maiores necessárias sejam indispensavelmente acompanhadas de um trabalho diuturno baseado em pequenos serviços e providências, as chamadas medidas não estruturais, que resultarão no rompimento com as culturas técnicas da impermeabilização e da erosão, hoje as principais responsáveis pela insistente recorrência das enchentes metropolitanas.
Permita-me uma sugestão final: solicite ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) -- uma instituição de extrema competência técnica, acima e alheia a interesses menores porventura presentes na estratégia atualmente adotada- um plano alternativo de combate às enchentes.
O IPT saberá por certo cercar-se de outros órgãos públicos e de técnicos reconhecidos que auxiliarão nessa boa empreitada. Não serão necessários mais que dois ou três meses para equacionar o novo plano. Confie no resultado que será entregue e concentre esforços na sua implementação. A região metropolitana de São Paulo lhe será eternamente grata por sua coragem política e pelos resultados concretos que certamente serão alcançados.
*ÁLVARO RODRIGUES DOS SANTOS, geólogo, é consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente. Foi diretor de Planejamento e Gestão do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e diretor da Divisão de Geologia. É autor, entre outras obras, de “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”.
*Texto originalmente publicado em TENDÊNCIAS/DEBATES- Folha de São Paulo – 11/09/2009, extraído de Blog do Instituto SOS Rios do Brasil

8/29/2009

O Belchior esta aqui!


Ontem um amigo comentou sobre o desaparecimento do cantor Belchior, lembram-se dele, pois é, dizem que o camarada sumiu ninguém sabe ninguém viu. Peguei este texto do divertido e ótimo jornalista Agamenon Mendes Pedreira e posto também aqui a foto de sua ultima aparição no mês de Fevereiro em Brasilia.


Lost
O Brasil inteiro só quer saber de uma coisa: onde está o Belchior? Onde foi que ele se meteu? E mais ainda: será que esse desaparecimento de cantores vai virar uma epidemia? Quem vai sumir depois do Belchior? O Jorge Vercillo? Vivemos em tempos midiáticos e é possível que o famoso compositor cearense tenha desaparecido só pra aparecer. Outros, mais maldosos, acham que o Belchior já tinha sumido há muito tempo, mas só agora conseguiu aparecer no noticiário. Pobre Belchior. Vai ser difícil encontrar o cantor: ele é apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindo do interior. Belchior é um dos cantores mais importantes da MFB, Música Fanha Brasileira, e sempre foi conhecido por usar um vasto bigode. Talvez seja esse o verdadeiro motivo do seu súbito desaparecimento. Envergonhado com o comportamento antiético e antiestético dos bigodes de Sarney e Aloízio Mercadecadente, Belchior decidiu, num gesto extremo, raspar o bigode e ficou irreconhecível. Mas não adiantou nada: o bigode fugiu para o Maranhão e, graças ao Sarney, arrumou uma boquinha em cima de uma boca. E tem gente que acha que o Belchior, na verdade, foi para Portugal, onde, graças ao seu bigode, ganha a vida como cantora de fados.

8/21/2009

PEC DOS VEREADORES SERÁ VOTADA DIA 26 DE AGOSTO

O Relatório do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) sobre a PEC dos vereadores será votada dia 26 de agosto na Comissão Especial pela recomposição das Câmaras Municipais.A reunião da Comissão Especial está agendada para acontecer logo após a ordem do dia do plenário, da próxima quarta-feira, no anexo II, plenário 13 com ampla discussão e votação da PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 336/09 - do Senado Federal - (PEC 20/2008) - que “altera a redação do inciso IV do caput do art. 29 da Constituição Federal, tratando das disposições relativas à recomposição das Câmaras Municipais” (Apensado: PEC 379/2009).A PEC 336 de 2009 trata de garantir o retorno de 7.343 novos vereadores enquanto a PEC 379 de 2009 irá diminuir os percentuais dos repasses para as Câmaras Municipais.O relatório do deputado petebista sendo aprovado pela Comissão Especial terá duas sessões de carência para ser votado em plenário, ocasião que os suplentes de vereador pretendem lotar a Câmara dos Deputados com um gesto de gratidão e apoio aos deputados federais que estão colaborando para resgatar a representação proporcional no Brasil com redução de gastos.No plenário a PEC 336 de 2009 será pautada pelos líderes partidários de acordo com o presidente Michel Temer (PMDB/SP) e para ser aprovada precisará de pelo menos 308 votos em duas votações.

8/17/2009


Mexendo em documentos antigos, encontrei uma carta escrita no ano passado pelo meu filho mais novo em um trabalho de escola. A correspondência era endereçada ao prefeito de Sorocaba Vitor Lippi até hoje não respondida a ele, como eu mesmo disse a época deve estar parada na mão de algum assessor em analise já de um ano e meio. Hoje faço questão de torná-la publica através do meu blog.

Sorocaba 02 de julho de 2008



Ao Prefeito Vitor Lippi.

Espero que esta possa encontrá-lo com saúde, alegria e paz.

Fico feliz em ter a oportunidade de escrever esta carta para o senhor, neste meu trabalho da escola, não sei se vai chegar ao senhor mais se chegar, tive sorte, porque tudo para, nos assessores,para que eles analisem meu pai que disse isso.
Chamo-me Gustavo Henrique Cardoso sou aluno da escola Flávio de Souza Nogueira desde 1ª serie.
Como o senhor é prefeito da cidade, e escola é municipal, faço aqui alguns pedidos para que o senhor faça um esforço em atender.
Nossa escola é uma ótima escola gosto bastante de estudar no Flavio, mais algumas coisas me preocupam a começar pelo salário dos professores que eu vivo ouvindo que é baixo, se professor ganhar bem ele terá melhores condições de dar aula e com certeza virá mais feliz para o trabalho.
Outros pedidos meus que acho que são muito importantes é que, precisamos urgente de uma pintura nova na parte externa da escola, os banheiros precisam ser melhorados são muito ruins e a gente corre perigo de pegar doenças. A jardinagem precisa ser feita, pois se o mato fica alto cria bichos.
Outra coisa é o acesso pra crianças especiais que não é dos melhores, precisamos de mais rampas também senhor prefeito a educação física na escola.
Meu irmão que estuda na 7ª serie me disse não existe material esportivo de boa qualidade na escola, as bolas são velhas e sem condições de uso, o senhor poderia dar um jeito nisso,pois o esporte é saúde .
Não posso esquecer a segurança o senhor devia fazer uma lei que na saída da escola o transito fosse desviado só podendo transitar as Vans que transportam alunos, assim não teria perigo dos alunos serem atropelados.
No mais é só isso, mais tenho que também agradecer pelas coisas boas da escola a merenda, meus professores são ótimos as festas são legais os inspetores também, ah, eles podiam ter aumento também.
Fico por aqui agradecendo o Projeto Sabe Tudo que funciona aqui na escola, muita gente tendo oportunidade de conhecimento pela internet.
Pois através da internet as pessoas podem ter informação, e informação traz conhecimento.



Um abraço Prefeito Vitor Lippi





Gustavo Henrique Cardoso
Escola Flavio de Souza Nogueira
4ª serie C

8/13/2009

Opinião


Na opinião do deputado Jefferson Campos os servidores públicos federais não são diferentes dos trabalhadores do setor privado, a folha de pagamento do setor público federal é de aproximadamente R$ 100 bilhões e, com o reajuste nos salários entre 5% e 6%, deve atingir R$ 105 bilhões neste ano. "Um aumento de 5% a 6 % não é extraordinário. Ao longo dos últimos 3 ou 4 anos, as despesas com o funcionalismo em relação ao PIB estão se mantendo em torno de 5%", os gastos do governo não estão apresentando um crescimento explosivo que possa comprometer o orçamento do ano que vem . Quanto ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), o deputado acha que por conta da política econômica do governo ele não deve sofrer alterações nos investimentos planejados que são de 503 bilhões de reais até 2010. Sobre o programa minha casa minha vida o deputado diz, que vivemos um momento impar nos programas habitacionais voltados para a população de baixa renda, e defende ainda maiores investimentos do governo nesta área para cobrir o déficit habitacional brasileiro que é de aproximadamente 9 milhões de moradias. No caso específico do setor ferroviário, do qual Sorocaba tem uma historia muito rica os investimentos do governo federal previstos pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) são de investir R$ 28 milhões no Centro de Projetos de Vagões em Sorocaba até 2010. O governo federal prevê a construção de 2.518 km de linhas férreas. E o centro de Projetos de Vagões da América Latina Logística (ALL) em Sorocaba que hoje emprega 250 trabalhadores. Tem a estimativa que a produção nessa unidade gere mais 100 empregos indiretos. Na habitação somente para o município de Sorocaba estão reservados R$ 10 milhões para melhorias de condições habitacionais no Jardim Ipiranga. Isso demonstra a preocupação do Governo federal em realizar investimentos estruturais, que tenham reflexos futuros na melhoria da qualidade do povo brasileiro, conseqüentemente a população da cidade de Sorocaba.

Deputado federal Jefferson Campos (PTB-SP)

8/12/2009

Sílvio Santos e sua historia


O empresário Senor Abravanel - verdadeiro nome de Sílvio - está na TV desde a metade da década de 50. O jovem Abravanel iniciou-se no rádio e logo de cara conseguiu uma vaga de locutor na Rádio Nacional. Na TV o começo foi como parte da produção do programa "A Praça da Alegria", da TV Paulista, por seu grande amigo, e já falecido, Manoel de Nóbrega, que conheceu nos bastidores da rádio.

Já na TV, Sílvio Santos passou a ser o divulgador do carnê Baú da Felicidade. No início da década de 60 fez sua estréia na TV Paulista, com o programa "Vamos Brincar de Forca?". Devido ao grande e imediato sucesso a emissora logo colocou Sílvio no ar aos domingos. No início ele até considerou a idéia "inadequada", mas seu destino estava traçado. Na época o diretor artístico da TV Paulista era Paulo Gramont.

O programa, que começou com duas horas de duração, passou para três horas e em 1966 - quando já era exibido pela Rede Globo, que havia comprado a TV Paulista - o programa de Sílvio Santos, "Música e Alegria" já atingia quatro horas de duração. Só em 1968 surgiu o nome "Programa Sílvio Santos", quando já era transmitido com seis horas de duração.

O "Programa Sílvio Santos" também foi apresentado nas TVs Tupi e Record, após a saída do apresentador da Rede Globo em janeiro de 76. Na metade dos anos 70, Sílvio Santos, já possuía inúmeras empresas e 50% das ações da TV Record, junto com a família Machado de Carvalho. Conta-se no "meio" que as ações da TV Record foram adquiridas através de uma negociação secretíssima, já que uma das cláusulas do contrato com a Rede Globo o impedia de ter ações de outras emissoras.

Sílvio conseguiu a concessão da TVS - RJ e no ano de 1976 exibia seu programa simultaneamente em São Paulo pela Record e Tupi e, no Rio de Janeiro, pela Tupi e TVS. Com o fechamento da TV Tupi Sílvio partiu para montar o Sistema Brasileiro de Televisão. A Rede foi inaugurada no dia 19 de agosto de 1981, com a transmissão da solenidade de assinatura das próprias concessões.

Da Lapa para o mundo:

Filho de imigrantes gregos de poucos recursos, Silvio Santos, nasceu na Lapa boêmia, e mostrou-se desde cedo um visionário. As circunstâncias adversas e os obstáculos sempre foram superados por uma tenacidade fora do comum, pela certeza de progredir, do desejo de ganhar dinheiro, aliado a uma imaginação fértil, e sempre acompanhado pela sorte.

O Camelô:

Ainda menino, andando pela Avenida Rio Branco, Sílvio observou um camelô vendendo, com enorme facilidade, carteirinhas plásticas porta-títulos de eleitor por 5 mil réis e, seguindo-o, verificou que o mesmo as comprava por 2 mil réis do atacadista, na Rua Buenos Aires. Comprou, então uma carteirinha, com uma moeda de 2 mil réis, e saiu pela avenida vendendo-a dizendo ser a última. Foi buscar mais duas. E assim nascia o camelô que fazia ponto na Avenida Rio Branco com Rua do Ouvidor.

Um dia o "rapa" chegou e Silvio Santos não conseguiu fugir a tempo, porém, ao invés de ser levado para o Juizado de Menores, o Diretor de Fiscalização da Prefeitura, Renato Meira Lima, percebendo tratar-se de um estudante que se expressava corretamente e de "boa voz", deu-lhe um cartão para que procurasse um amigo na Rádio Guanabara, onde estava se realizando um concurso de locutores, do qual participam em torno de 300 candidatos. Nesse concurso estavam inscritos rapazes que tornaram-se famosas figuras do mundo artístico, como Chico Anísio, José Vasconcelos, Celso Teixeira, entre outros. Silvio Santos foi o primeiro colocado, sendo admitido como locutor. Por ser o salário mensal na rádio inferior ao que ele ganhava em menos de uma semana como camelô, após um mês pede demissão e volta para a Avenida Rio Branco.

Faturando no Carnaval:

Ao lado de seu irmão Léo, durante o o desfile das Escolas de Samba, à época realizados na Avenida Rio Branco, onde apenas um cordão de isolamento separava o público dos desfilantes, dado a grande afluência do público que se formava na avenida, as pessoas que ficavam posicionadas mais atrás do isolamento, pouco ou nada conseguiam enxergar, surgindo daí a idéia de levaram vários caixotes para a avenida, onde os alugavam para que parte da platéia, pudesse assistir as apresentações das Escolas de Samba de então.

Paraquedista:

Aos 18 anos Silvio Santos alistou-se na Escola de Paraquedista do Exército, em Deodoro, e nos dias de folga trabalhava em rádio, com Silveira Lima, na Rádio Mauá. Ao dar baixa no Exército, transferiu-se para a rádio Tupi, "aposentando" definitivamente o camelô.

Na Barca da Cantareira:

Trabalhando em Niterói, na Continental, todas as noites embarcava na última barca com destino ao Rio, próximo à meia-noite, ao lado de bailarinas que trabalhavam em dancings e cabarés, surgindo a idéia de sonorizar a barca para animar as viagens. Pediu demissão da rádio, e com o dinheiro da indenização foi para a casa de eletrodomésticos J. Isnard comprar o equipamento. Fez uma proposta onde a loja lhe cederia todo o equipamento necessário para sonorizar a Barca Cantareira, e ele, por um ano faria anúncios do refrigerardor "Climax", do qual eram revendedores exclusivos. A mloja topou. E aí nasceu o homem de negócios, chefe de seu próprio empreendimento.

Contato comercial:

Sílvio passou a vender anúncios aos comerciantes do Rio e de Niterói. Aos domingos a barca ia a Paquetá levar turistas, numa viagem que durava duas horas, o que deixava todo mundo impaciente. Ao ligar o sistema de som, muitos passageiros punham-se a dançar e Silvio Santos percebe que o consumo de água nos bebedouros aumentava freneticamente. Mãos a obra. Vai a Cia. Antártica, que lhe empresta um balcão de madeira e tinas de gelo, e começa a vender cerveja e guaraná na barca. Cria ainda uma promoção onde para cada cerveja e refrigerante comprado, o cliente recebia um lápis e uma cartela de bingo. No meio da viagem parava a música e o pessoal sentava nos bancos e começava o jogo, que distribuia prêmios como bolsas de plástico, quadros e jarras. O negócio se desenvolveu tanto, que, Silvio Santos se tornou o cliente que mais vendia guaraná e cerveja Antártica, no mercado do Rio de Janeiro.
Até que um dia a barca sofre um acidente e os reparos demorariam alguns meses para serem concluídos, deixando o bingo literalmente no estaleiro.

Chegada a São Paulo:

Silvio Santos vai a São Paulo, e lá encontra-se com um colega com o qual havia trabalhado na Rádio Tupi, que lhe diz que a Rádio Nacional de São Paulo estava precisando de locutor. Acerta por 3 meses e como o bar montado na barca estava se perdendo no estaleiro, aluga um salãozinho ao lado da rádio, onde instala-o, criando um "ponto dos artistas".
Nesse período, cria uma revista chamada "Brincadeiras para Você", cujo conteúdo apresentava palavras cruzadas, charadas, anedotas, etc...

Nos Circos:

Sílvio começou também a fazer shows em circos, onde apresenta os artistas, conta piadas, canta, aflorando a facilidade de se comunicar com a platéia. Surge o animador.

O peru que fala:

Manoel da Nóbrega convida Silvio Santos para ser o animador do famoso quadro "Cadeira de Barbeiro", em substituição a Hélio de Souza, que acabara de deixar a Rádio Nacional.
Pela timidez e também por uma hipersensibilidade à luz, Silvio Santos é apelidado por Ronald Golias de "peru", e Manoel da Nóbrega aproveita o gancho para anunciá-lo como "Silvio Santos o Peru que fala".
Formou uma grande caravana de artistas, que passou a ser chamada de "A caravana do Peru que Fala".

Baú da Felicidade:

Em sérias dificuldades surgidas pela má fé de um sócio alemão, Manoel da Nóbrega solicita que Silvio Santos interceda perante os clientes lesados, garantindo que todos seriam ressarcidos de seus prejuízos junto ao Baú da Felicidade, que à época tratava-se de um baú de brinquedos, onde os clientes pagavam parcelas antecipadas e recebiam o produto por ocasião do Natal. Ao invés de encerrar as atividades do Baú da Felicidade, Silvio Santos propõem sociedade à Manoel da Nóbrega, e reformula sua gestão.
Durante os 4 anos em que foram sócios, Manoel da Nóbrega nunca foi ao Baú e, mesmo com todo o progresso alcançado pela empresa, decide afastar-se, sem querer nada em troca, cedendo sua parte a Silvio Santos. por fim aceita receber o dinheiro que lá investiu.

Finalmente, a TV:

Em 1964, Silvio Santos lança-se na televisão como animador, na TV Globo, canal 5 de São Paulo. O programa cresceu, tomou conta das tardes de domingo, dando origem ao programa que todo brasileiro conhece, o "Programa Silvio Santos", que por mais de 13 anos ocupou 9 horas da programação dominical da Globo, além das 5 horas semanais na extinta TV Tupi, canal 4 de São Paulo

fonte:Jornal Dia a Dia

8/11/2009

Turbulência


Na ultima semana o senado sofreu uma grande turbulência, a oposição ao governo Lula tentou de todas as formas exigir afastamento do presidente do senado José Sarney. A tribuna foi palco da defesa e do ataque algumas das mais exaltadas manifestações me chamaram atenção, o senador e ex presidente Collor novamente voltou a sena com suas expressões faciatas .Em resposta a discurso do senador Pedro Simon , o senador Fernando Collor pediu que o colega evite "pronunciar seu nome no Senado", pois do contrário ele "gostaria de relembrar alguns momentos extremamente incômodos" a Simon. Ao que Simon pediu que Collor falasse desde já. Collor, porém, disse que falaria quando julgasse oportuno. O parlamentar alagoano se mostrou indignado pelo fato de Simon fazer referência a uma suposta reunião de Collor com o hoje senador Renan Calheiros, em que se decidiu sua candidatura a presidente da República, em 1989 informação que Collor negou veementemente. O senador de Alagoas também disse que suas relações políticas e pessoais com Renan são "conhecidas", sempre foram respeitosas e que não se arrepende delas. As palavras que o senhor acabou de pronunciar são palavras que não aceito. Quero que o senhor as engula agora, as digira e faça delas o uso que a vossa excelência julgar conveniente - disse, dirigindo-se a Simon. No dia seguinte foi a vez do senador Renan Calheiros, integrante da tropa de choque de Sarney, ler uma representação contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio . O tucano é autor de seis denúncias contra o presidente do Senado no Conselho de Ética, mas é acusado de manter um funcionário fantasma — o que ele já admitiu —, de ter extrapolado o limite do plano de saúde, de ter contratado um personal trainer pago pelo Senado e por ter recebido empréstimo do ex-diretor da Casa Agaciel Maia. Renan chegou a dizer que era uma resposta às ações contra o presidente da Casa.Após a leitura, um estranho invadiu a tribuna e passou a fazer declarações de apoio a Renan. Jereissati pediu a Sarney que o intruso fosse retirado. Renan, por sua vez, passou a defender a permanência do manifestante e, enquanto falava, apontava um dedo para o senador cearense. Começou o bate-boca:“Não aponte esse dedo sujo para cima de mim!!!”, disse Jereissatti. “Dedo sujo é o do senhor, que paga jatinho com dinheiro do Senado!”, respondeu Renan, referindo-se à acusação de que o tucano cearense pagou aluguel de jatos particulares com dinheiro do Senado. “O dinheiro é meu, o jatinho é meu! Não é igual ao que você anda com seus empreiteiros. Cangaceiro de terceira categoria!!!”, replicou .“Você é minoria com complexo de maioria!”, treplicou Renan. Fora do microfone, o líder do PMDB gritou: “Coronel de merda!!!”. A sessão foi interrompida por Sarney quando os dois senadores vociferavam: “Me respeite!!!”.Enquanto isso o presidente da comissão de ética senador Paulo Duque respondia aos jornalistas sobre sua decisão de arquivar as representações contra o presidente Sarney com a frase “ Tô tranquilão”

8/07/2009

O Moises da habitação

Ao que parece o prefeito Vitor Lippi ganhou o seu “Moises “na Secretaria de Habitação que promete levar quase 10 mil famílias que devem representar aproximadamente umas 35 mil pessoas a casa prometida. Em visita a câmara municipal o Secretário prometeu reduzir em até 70% déficit habitacional nos próximos três anos o homem que chegou chegando , atende pelo nome de Ricardo Barbara ex prefeito da vizinha cidade de Itapetininga. Bom vamos torcer pelo sucesso deste missionário, pois o desafio é gigante a contar que Sorocaba não tem mais terrenos para ocupação regular.

8/06/2009

Medalha de bronze da gripe


O Brasil quer ser campeão em tudo mesmo tudo que é ruim, até o dia 1 de agosto, o Brasil representava apenas 1,8% dos casos de gripe A (H1N1) no mundo, o número de mortes no país equivalia a 8% do total de vítimas fatais registradas no planeta pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com as novas mortes anunciadas esta semana nos estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, elevando o total de óbitos para pelo menos 140, o Brasil já tem 12% do total de vítimas fatais do mundo. É o mesmo percentual do México, onde a pandemia começou. Nesta quinta-feira, foram confirmadas mais três mortes no Rio Grande do Sul ,duas em Osasco, na Grande São Paulo, e uma na cidade paulista de Nova Odessa. Os Estados Unidos lideram o número de mortes no mundo, com 353 casos registrados, o equivalente a 30,5% do total de óbitos. Em seguida, está a Argentina com 337 casos - ou 29,2% do total de vítimas fatais no mundo. México (com 146 mortes) e Brasil (com 140 óbitos) vêm em seguida. No boletim divulgado pela OMS esta semana, 162.380 contraíram o vírus H1N1 e 1.154 morreram até este momento. De acordo com a OMS, as Américas são as regiões mais afetadas pela doença, com 98.242 casos e 1.008 mortes. Com o elevado percentual de mortes pela doença no país em relação às vítimas da doença no mundo, médicos infectologistas começam a colocar em xeque a estratégia do governo de centralizar a distribuição do antiviral Tamiflu, usado no tratamento da doença. O ministro José Gomes Temporão argumenta que a liberação da venda do Tamiflu no varejo poderia criar um vírus mais resistente, além de levar a população a se automedicar. A disseminação da gripe A é rápida. O sucesso no combate à doença e na redução de mortes está diretamente ligado a ministrar o remédio precocemente nos pacientes que apresentam os sintomas. Ao dificultar o acesso ao Tamiflu o governo ajuda a aumentar a mortalidade. Na Inglaterra, onde o remédio foi administrado a pacientes que apresentavam os sintomas da gripe A, e o número de mortes se manteve reduzido em relação ao total de casos. Há pelo menos cem mil casos da gripe A na Inglaterra, com 30 mortes. É o resultado do medicamento ter sido liberado para todo mundo com sintomas. Se no Brasil isso tivesse acontecido, o número de óbitos também seria bem menor. Só para lembrar os interessados Sorocaba já tem quase 40 casos da gripe.